Crítica | Homem-Formiga

O filme mais família da Marvel


Título Original: Ant-Man
Lançamento: 16 de julho de 2015
Gênero: Ação, aventura, ficção científica
Elenco Original: Paul Rudd, Michael Douglas, Evangeline Lilly, Corey Stoll e Michael Peña.
Direção: Peyton Reed.
NOTA:

A franquia da Marvel nos cinemas é conhecida por suas aventuras divertidas e filmes com heróis muito bem construídos. Isso é possível graças a um grande plano de elaborar filmes-solo de seus heróis, divididos em fases que em seus finais culminam em um filme que reúne o time dos Vingadores. Já temos mais de dez bons filmes, que representam muito bem este vasto universo dos quadrinhos, mas que já começaram a não trazer mais novidades. Eis, então, que surge Guardiões da Galáxia, um alívio cômico e criativo, que encantou o público e logo surpreendeu o estúdio com a vasta quantidade de fãs. Agora, é a vez de investir mais nessas novidades e Homem-Formiga parece vir em boa hora.

Há anos, o Dr. Hank Pym (Michael Douglas) desenvolveu uma fórmula que permite o encolhimento – aplicando-o em um traje especial. Os líderes da S.H.I.E.L.D., Howard Stark (John Slattery) e Peggy Carter (Hayley Atwell), pretendem usar esta descoberta para desenvolver algum tipo de armamento que os possa beneficiar. Com medo de que caia em mãos erradas, Pym decide sair do grupo e constrói o seu próprio empreendimento tecnológico. Anos depois da descoberta, ele descobre que seu ex-pupilo Darren Cross (Corey Stoll) está prestes a replicar o feito e vender a tecnologia para uma organização secreta. Ele então se vê obrigado a tomar medidas drásticas e observa o trambiqueiro Scott Lang (Paul Rudd) durante suas últimas escolhas erradas na vida. Logo depois de sair da cadeia, Lang quer reconquistar a admiração de sua ex-mulher e sua filha, decidindo realizar seu último roubo. O que ele não sabia, é que tudo não passava de um plano do Dr. Pym para que ele vestisse o traje do Homem-Formiga e o ajudasse em uma perigosa missão.

Este é, de longe, o filme mais infantil da Marvel. A ideia de haver um herói que veste um traje especial de encolhimento é divertida - parecendo até história boa para um filme animado dos estúdios Disney. Isso permite que o protagonista se aventure em cenários bem específicos, que parecem bem maiores em sua perspectiva. A produção já te conquista desde seu visual, que é construído de maneira bem plausível.

Ao contrário de Vingadores: Era de Ultron, aqui o humor funciona muito bem. Mesmo com um roteiro bem previsível e muitas vezes didático, a maneira como a história é contada traz bons momentos e segue uma trajetória bem aventuresca e até emocionante. Tem alguns errinhos de continuidade aqui e ali, que não interferem no desenvolvimento da história, mas pode incomodar alguns. A produção empolga tanto, que é fácil soltar gargalhadas com cenas que nem mesmo tenham tanta graça. O elenco é um dos principais responsáveis por isso.

Paul Rudd é bem carismático e, depois de fazer inúmeras comédias ruins de baixo-orçamento, encontra seu caminho interpretando um divertido e bem aprofundado herói. Ele dá certa credibilidade ao seu protagonista e consegue transitar bem nas emoções de Scott. Michael Douglas dispensa comentários e, mais uma vez, mergulha de cabeça no projeto, mostrando que pode ainda exibir muitas facetas no cinema. A incrível Evangeline Lilly, que ganhou grande destaque na trilogia O Hobbit, interpreta a filha de Pym, mostrando mais de si e trazendo um apelo emocional muito bem-vindo na produção. O drama familiar, aliás, não atrapalha e, sempre que começa a ultrapassar a barreira do aceitável, é cortado com bastante eficácia.

Scott, Dr. Pym e Hope têm uma dinâmica muito boa, conseguida pelas ótimas atuações, um bom texto e pela ótima direção, mas os parceiros de crime do protagonista também têm seus ótimos momentos. Michael Peña é hilário e, junto com David Dastmalchian e T.I., se destaca pela suavidade no humor.

Afinal, Homem-Formiga empolga com ótimas cenas de ação, um visual bonito – com um 3D convertido mais uma vez abaixo da média - e um elenco incrível. O humor é parecido com o empregado em Guardiões da Galáxia e funciona perfeitamente. É um filme bem família, que deve agradar tanto o público infantil, quanto o mais velho. A impressão que fica é a de que temos aqui o filme mais Disney da Marvel. Isso não chega a ser um elogio, já que está longe de ser um dos melhores filmes de super-heróis da atualidade. A contribuição para o grandioso universo da Marvel, porém, tem seus méritos. E chega de ajudantes formigas por hoje...

Obs.: Não deixe de ficar até o final dos créditos para conferir as duas cenas extras, que devem deixar os fãs ainda mais curiosos para o desenrolar da franquia. Capitão América: Guerra Civil está chegando...


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