Crítica | Minions

Entrega ao público o que ele queria: diversão


Título Original: Minions
Lançamento: 25 de junho de 2015
Gênero: Animação
Elenco Original: Sandra Bullock, Jon Hamm, Michael Keaton, Allison Janney e Geoffrey Rush.
Direção: Pierre Coffin, Kyle Balda.
NOTA:

Animações são quase sempre muito fáceis de se vender. Um filme que atinge todos os públicos e que diverte ambos dificilmente vê o fracasso como fim da linha. É nessa perspectiva que os grandes estúdios apostam milhões para ganhar um espaço no gênero, que já é bem concorrido. Porém, a Universal Pictures, em parceria com os estúdios Illumination Entertainment, teve grande êxito em 2010, com o lançamento de Meu Malvado Favorito.

O longa original trazia como protagonista o vilão Gru, que tinha um plano para roubar a lua e, assim, se tornar o maior vilão da Terra. Para que o plano funcionasse, ele precisou da ajuda de três garotinhas órfãs, que adotou, gerando grande impacto nas suas escolhas de vida. O sucesso foi tanto, que gerou uma sequência, considerada uma das animações mais bem sucedidas do cinema, que chegou a arrecadar quase 1 bilhão de dólares no mundo todo e se tornar o quarto maior filme do gênero.

Todo o sucesso do filme, porém, não se resume apenas aos protagonistas. Quem mais se destacava nos eventos promocionais, entre as crianças e adultos de todo o mundo, eram as criaturas amarelas ajudantes de Gru, chamadas Minions. Mesmo se tornando uma febre mundial, os Minions nunca tiveram sua origem contada, o que gerava certa expectativa no público. O planejamento de um spin-off logo começou a acontecer nos corredores do estúdio, antes mesmo do lançamento do segundo longa. Eis que, em 2015, os personagens finalmente ganharam seu próprio filme.

Os Minions são seres multicelulares, que existem desde o início dos tempos. São resultado de uma evolução de amarelos organismos celulares, que cresceram com apenas um propósito: servir os maiores vilões do planeta. Eles serviram grandes seres da história, como o temido T-Rex e o famoso Drácula. Porém, suas atrapalhadas acabaram destruindo seus mestres e então eles decidem se isolar e começar uma nova vida na Antártida. Lá pelos anos 60, a falta de um mestre os torna depressivos e Kevin recruta dois jovens Minions (Stuart e Bob) para seguirem seu plano de encontrar um novo ser à servir. Se aventurando pelo mundo, os três acabam na maior convenção de vilões e, lá, encontram uma grande vilã ambiciosa: Scarlet Overkill.

A trama é bem simples, mas a introdução dos personagens e seu carisma é de se aplaudir. Contada de maneira simples e ao melhor estilo clássico de se fazer cinema, a história das criaturas logo ganham uma certa credibilidade do espectador. Sua ações e seu visual agradam e divertem o tempo todo, sem deixar de fugir do real significado do filme: entreter. Entretenimento este que, de maneira bem sutil, é atrapalhado pela simplicidade no plano vilanesco de Overkill. A vilã acaba parecendo bem supercial e suas ações são bem infantis - principalmente contando com a ajuda do ridículo personagem que ela chama de marido. Esses detalhes podem comprometer um pouco na experiência do público mais velho.

O visual do filme é o que mais agrada. Com cenas bem coloridas e detalhes bem estruturados, Minions encanta em sua parte gráfica, mesmo que o 3D funcione em apenas alguns momentos. A diferença na aparência dos Minions e personagens nos ajuda bastante a reconhecer cada um com sua singularidade, algo também conquistado com o belo trabalho na dublagem. E isso é excepcional.

No elenco de estrelas na dublagem brasileira temos os atores Adriana Esteves, Vladmir Brichta e o famoso dublador Guilherme Briggs. Enquanto que Esteves impressiona com a aspereza e veracidade na sua voz como vilã - que aparece com uma roquidão encantadora -, Brichta cai no clichê e dubla com certo amadorismo que incomoda. Briggs, por sua vez, trabalha em partes na construção da fala de seus Minions, que de maneira impressionante e divertida, acabam colocando várias línguas mundiais em apenas uma frase.

Minions, afinal, traz aquilo que o público tanto aguardava: a origem de alguns dos personagens mais queridos do mundo. Funciona? Com certeza! O filme cumpre bem o seu papel de explicar parte do seu universo e, claro, divertir (mesmo com alguns momentos não tão engraçados). O sentimento de certa nostalgia deve não só agradar as crianças, mas também aqueles que as acompanham. Vale a pena se divertir nesta aventura.
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