Crítica 2D | Kingsman - Serviço Secreto

Cheio de classe, ao melhor estilo britânico de se fazer cinema, o longa tem tudo pra ser o ponto de partida de uma grande franquia de ação


Título Original: Kingsman - The Secret Service
Lançamento: 5 de março de 2015
Gênero: Aventura, ação, suspense, comédia.
Elenco: Colin Firth, Taron Egerton, Samuel L. Jackson, Michael Caine, Mark Strong.
Direção: Matthew Vaughn.
NOTA:
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NOTA FINAL

Em 2010, o diretor Matthew Vaughn lançava nos cinemas um filme baseado em histórias em quadrinhos diferente de quase tudo aquilo que conhecíamos no cinema do gênero. “Kick-Ass - Quebrando Tudo” apostava no violento e no humor negro, que funcionou muito bem ao ser implantado de maneira brilhante em uma história interessante. Agora, Vaugh traz Kingsman - Serviço Secreto, também inspirado nos quadrinhos, que traz ainda mais humor, ação e estilo.

O filme segue a história de uma organização super secreta que recruta um deselegante mas promissor garoto (Taron Egerton) para o programa de treinamento super competitivo da agência justo quando um perverso gênio tecnológico ameaça o planeta.

O enredo simples, mas bem competente, abre portas para o inimaginável. Desde a relação interessante que o jovem Eggsy tem com sua família e com o agente incrivelmente habilidoso de Colin Firth, até a determinação que leva o vilão Richmond Valentine (Samuel L. Jackson) a colocar suas ideias estrambólicas em prática. Dentro de tudo, ainda cabe o humor britânico que, ao contrário de muitas produções, não é confuso e tem, sim, muita graça. O humor de Kingsman chega a ser cheio de classe e até mesmo poético.

As cenas de ação, que muitas vezes deveriam beirar ao ridículo, conseguem explorar uma violência (que não é gratuita) agradável aos olhos de qualquer público. A direção de Vaugh nesses momentos se sobressai, com movimentos de câmeras intensos e coreografias bem reproduzidas pelo elenco e pela equipe de dublês. As cenas em slow-motion estão presentes, mas são bem aproveitadas ao mostrar grandes detalhes das cenas. O estilo da luta e o suspense remetem muito às produções de espionagem britânicas, prestando grandes homenagens aos clássicos de James Bond e Jason Bourne.

A fotografia do filme é belíssima, com planos bem abertos e cores bem reproduzidas, com a excelente qualidade de imagem. As cenas externas abusam bastante de tons mais claros, normalmente utilizados à luz do dia, que destacam seus personagens com trajes mais escuros e bem desenhados. A ação externa, aliás, lembra muito às vistas na franquia Missão Impossível, mesmo que traga um estilo próprio e bem delineado. As sessões no formato IMAX devem agradar qualquer fã de cinema.

Enquanto que, de um lado temos a brilhante direção e criatividade de Vaugh, no outro temos um competente elenco, formado por grandes estrelas. Colin Firth, no auge de sua excelência, traz um tom jovial aos momentos frenéticos, mantendo uma brilhante compostura ao melhor estilo Gentleman nos seus trejeitos. Seu sotaque britânico e sua leveza ao compor as camadas do personagem dão à ele um tom icônico, que deve perdurar por muitos anos como um grande nome. O vilão do sempre ótimo Samuel L. Jackson traz uma sátira divertida e descontraída desse tipo de personagem e, cheio de referências à filmes clássicos, traz frases bem criativas e momentos bizarros - como quando não consegue ver sangue por sentir mal-estar, mesmo sendo um quase assassino perverso. O jovem Taron Egerton tem tudo para se tornar uma das próximas grandes estrelas do cinema. Com muito carisma, uma excelente atuação e boa desenvoltura como um herói protagonista, Egerton tem pulso firme pra carregar uma franquia inteira nas mãos e deve fazê-lo com excelência, caso a sequência do filme saia mesmo do papel. Mark Strong e Michael Caine, é claro, também entregam competentes atuações.

O divertidíssimo Kingsman - Serviço Secreto, afinal, é um grande filme de espionagem, com humor irreverente e cenas de ação de tirar o fôlego, que não tem medo de se tornar uma sátira, nem mesmo pretensão de ser um clássico. Cheio de classe, ao melhor estilo britânico de se fazer cinema, o longa tem tudo pra ser o ponto de partida de uma grande franquia de ação. Tem tudo o que se pode imaginar: ação, suspense, humor, sangue, tiros e equipamentos interessantes aos olhos do espectador. Depois de dirigir Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe, Matthew Vaughn, que também escreveu o roteiro, tem mais um ótimo filme em seu currículo, mesmo que ainda tenha muito o que aprender. É um cineasta pra se ficar de olho.
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