Crítica | Hércules

Produção não decepciona e traz um novo olhar sobre o herói


Título Original: Hercules
Lançamento: 4 de setembro de 2014
Gênero: Ação, Fantasia, Épico, Aventura.
Elenco: Dwayne Johnson, Rufus Sewell, Aksel Hennie, Ingrid Bolso Berdal, Ian McShane, John Hurt.
Direção: Brett Ratner.
NOTA:

Hércules sempre foi considerado um dos maiores heróis da mitologia grega e romana, tendo assim, grande destaque e influência na cultura pop. A história do semideus já foi reproduzida inúmeras vezes no cinema (com a conhecidíssima animação da Disney, de 1997), literatura, artes e histórias em quadrinhos. No mundo dos quadrinhos, a versão mais humanizada do herói, escrita por Steve Moore (autor de "Juíz Dredd") chamou atenção de alguns leitores e, claro, produtores de Hollywood.

Na mitologia clássica, Hércules (ou Héracles, como era conhecido na Grécia antiga) é um semideus, filho de Zeus com a humana Alcmena, conhecido por ter completado 12 trabalhos como penitência por ter matado sua esposa e filhos ao ser controlado por Hera, que se vingara de Zeus por tê-la traído. Nesta versão, porém, Hércules se virou contra os deuses após o sofrimento de toda a vida, encontrou conforto apenas nos sangrentos campos de batalha.

Ao longo dos anos ele ganhou a companhia de almas semelhantes, sendo o único vínculo entre eles o amor pela batalha e a presença da morte. Esses companheiros nunca questionaram os motivos pelos quais lutam, apenas o quanto serão pagos. Sabendo disso, o Rei de Thrace os contratou para treinar seus homens e possuir o maior exército de todos os tempos. Hércules começa a se perguntar sobre as motivações do rei depois que leva o exército para lutar.

A trama parece simples, mas ao decorrer do filme, descobrimos uma série de referências e detalhes incrivelmente colocados de forma bem mais realista. Com uma curta duração (98 minutos), foi possível apresentar uma história bem centrada, que não deixa de honrar as originais. Os 12 trabalhos extraordinários, por exemplo, ainda estão presentes, mas trazem uma nova visão de como foram realizados. O pouco tempo de filme, porém, não nos permite ter uma relação mais profunda com seus personagens.

A versão bronzeada e parruda de Dwayne Johnsson não é por acaso. Ela segue rigorosamente a versão dos quadrinhos, que parece mesmo ter a mitologia romana do herói como base. Diferente de sua versão de cabelos dourados e olhos claros, neste vemos o herói com "a pele de leão e a clava" - nos mosaicos antigos mostravam-no com a pele bronzeada, quase negra - um aspecto considerado viril. As habilidades mágicas de Hércules (presentes nas outras produções) dão espaço às artimanhas e trapaças, bem como uma força sobrehumana, dando uma credibilidade maior ao herói.

Os companheiros Iolaus (Reece Ritchie), Atalanta (Ingrid Bolso Berdal), Amphiarus (Ian McShane) e Tydeus (Aksel Hennie) revelam uma carismática equipe muito bem preparada. Temos o óbvio: o garoto que sonha empunhar uma espada e lutar, mas não lhe é permitido, a bonita e habilidosa figura feminina, o muito centrado nas escolhas do grupo e o mais selvagem. Sendo assim, temos uma liga de heróis (excluindo o "super") pra ninguém botar defeito. Todos eles, aliás, muito bem interpretados pelo seu elenco, que felizmente não decepciona.

Agraciado com ótimos efeitos visuais, figurinos e cenários muito bem trabalhados e um dos melhores efeitos 3D dos últimos anos (contando com sua excelente profundidade e aproximação de detalhes minuciosos), esta nova produção entrega um verdadeiro épico, que mesmo ficando longe da qualidade que a animação de 97, tem grande potencial para empolgar o público. Seus diálogos muitas vezes banais e o excesso de personagens inúteis comprometem algumas das cenas, mas não impedem que o filme ao menos divirta. Diferente da péssima produção estrelada por Kellan Lutz, este merece credibilidade - ainda que seja uma aventura fraca.

Aqui vai uma dica: se possível, não deixe de assistir em IMAX 3D ou Salas XD - a experiência não decepciona.
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