Crítica 2D | O Espelho

Um dos melhores filmes de terror da atualidade


Título Original: Oculus
Lançamento: 3 de julho de 2014
Gênero: Suspense, terror.
Elenco original: Karen Gillan, Brenton Thwaites, Katee Sackhoff, Rory Cochrane e Annalise Basso.
Direção: Mike Flanagan.
NOTA:

No filme, Tim (Brenton Thwaites) e Kaylie (Karen Gillan) são dois irmãos traumatizados pela morte inexplicada dos pais. Quando Tim sai de um hospital psiquiátrico, após anos internado, ele tem certeza de que a causa da tragédia familiar é um grande espelho que acompanha a família há séculos. Cercados por fenômenos paranormais, os dois tentam provar que o objeto é o verdadeiro responsável pela sangrenta história de seus ascendentes.

Abusando de artifícios melancólicos e cheios de suspense [que funcionam], a trama é muito bem sustentada e seu apelo ao lado psicológico só deixa o filme ainda mais completo. Ao contrário das inúmeras produções atuais do gênero, em que proporcionam apenas sustos artificiais, O Espelho lida com o emocional de seus personagens e, alternando entre épocas diferentes, consegue explorar um sentimento maior da sua trama e de seu elenco, que é um dos responsáveis pela qualidade física e emocional do filme.

Tanto o elenco adulto, quanto o jovem e infantil, brilham em cena. Desde as atuações bem equilibradas dos pais - interpretados por Katee Sackhoff  e Rory Cochrane -, até o talento incrível da jovem Kaylie (interpretada pela promissora Annalise Basso), podemos presenciar um elenco brilhante. A protagonista Karen Gillan mostra-se uma das jovens atrizes mais bem preparadas em Hollywood, com uma atuação forte, carismática e bem equilibrada (merecedora de prêmios). Brenton Thwaites também não decepciona e consegue mostrar um personagem completo, mesmo que o roteiro tenha certa limitação em seu Tim.

Trazendo um tema inédito - ainda que em sua divulgação pareça clichê -, o filme mostra-se bem original e muito corajoso da parte de seus produtores. Adicionando momentos dramáticos ao suspense, sem deixar o terror de lado, o diretor e roteirista Mike Flanagan consegue equilibrar o terror clássico com o que mais vemos hoje. E esta fórmula surpreende, pois apresenta como resultado uma produção impecável, com um roteiro inteligente - que interage bem com o público. Claro que, como nem tudo é perfeito, Flanagan peca ao expor muito alguns elementos que acabam prevendo alguns acontecimentos ao espectador - que de forma alguma atrapalha no suspense. O tal espelho, que preenche o título nacional, mostra-se não só o antagonista da história, como também uma base para que pudesse ser explorado um lado mais humanos dos personagens.

Entre tantas atuais produções de terror com contêm-se apenas aos sustos, sangue e gritos das protagonistas, O Espelho acaba se tornando um dos melhores filmes do gênero, mesmo com uma trama moderna e e drama adicionado ao suspense. Flanagan não só é competente ao criar momentos de tensão, como também impõe uma qualidade técnica surpreendente e criatividade única. Ele e o elenco merecem toda a atenção daqui pra frente.
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