Crítica | 300: A Ascensão do Império

Um verdadeiro espetáculo visual...

Título Original: 300: Rise of an Empire
Lançamento: 07 de março de 2014
Gênero: Ação, Épico, Fantasia.
Elenco: Sullivan Stapleton, Eva Green, Rodrigo Santoro, Lena Headey.
Direção: Noam Murro.
Nota:

Após a morte do pai, Xerxes (Rodrigo Santoro) dá início a uma jornada de vingança e ruma em direção à Grécia, com seu exército sendo liderado por Artemisia (Eva Green). Enquanto os 300 espartanos liderados por Leonidas tantam combater o Deus-Rei, os exércitos do resto da Grécia se unem para uma batalha com as tropas de Artemisia no mar. Themistocles (Sullivan Stapleton) é o responsável por liderar os gregos.

Conciliando os acontecimentos do primeiro filme e mostrando a origem de como Xerxes se tornou o temível deus, 300: A Ascensão do Império surpreende ao abordar uma batalha ainda maior da que presenciamos anteriormente. Neste, o império Persa ataca a Grécia através do mar, sob o comando da impiedosa Artemísia, o que permitiu cenas grandiosas, planos abertos, coreografias mais complexas, cenários incríveis e efeitos especiais de tirar o fôlego. Agora temos mais violência, muito mais sangue (cabeças voam, braços e pernas são cortados a todo instante) e mais tempo de luta, o que causa maior impacto visual.

Todo esse espetáculo visual fica ainda melhor na versão em 3D, que mostra um grande avanço nos lançamentos no formato da produtora, que vem decepcionando neste quesito. Aqui temos uma profundidade bem satisfatória, com um campo de visão extremamente aberto e muita coisa é jogada na para fora da tela. Prepare-se para desviar de cabeças, espadas, água e muito (muito mesmo) sangue. Mesmo soando falso algumas vezes, é incrível ver a tela quase sempre ensanguentada. Outro detalhe bacana no aspecto visual em 3D, são as fagulhas, brasas, poeiras, respingos e etc. sempre presentes nos cenários, proporcionando uma imersão ainda maior, enquanto estes pequenos detalhes saem da tela e colidem com o universo real.

A impactante trilha sonora composta por Junkie XL dá um show à parte e, com batidas fortes e ondas metálicas, eleva o nível das batalhas e proporciona um ritmo ainda mais insano e grandioso ao filme. É emocionante...

A construção visual pode ser o ponto alto do filme, mas quem brilha mesmo é Eva Green. Trazendo toda a fúria, sensualidade e destreza de sua personagem, a atriz consegue mostrar uma certa força masculina e, ao mesmo tempo, ser aquele tipo de mulher que sabe usar de sua beleza e sabedoria. Atuando de maneira genial cheia de selvageria, Green apaga o protagonista, vivido por Sullivan Stapleton - que não tem carisma e não consegue transmitir a força intelectual que seu personagem exige -, e torna-se o detaque do longa. Ainda assim, Stapleton agrada visualmente e consegue dá credibilidade nas cenas de ação. Bem como Lena Headey, que aqui se torna uma mulher sedenta por vingança. Rodrigo Santoro, que reprisa seu papel de Xerxes, tem mais tempo em cena, o que o possibilitou de explorar mais seu personagem e mostrar uma atuação digna. Mas, convenhamos: Gerard Butler fez muita falta.

Mesmo que consiga superar o nível épico do primeiro e ter um roteiro até que bem disciplinado, falta personalidade em A Ascensão do Império, o que deixa visível a falta de criatividade do quase estreante diretor Noam Murro - que apenas reutilizou a excelente fórmula deixada por Zack Snyder. 300 (2006), aliás, será sempre considerado um clássico que trouxe uma visão diferenciada do gênero. A sequência não traz a mesma emoção e tem uma narrativa mais fraca.

300: A Ascensão do Império, que não possui fim (prepare-se para esperar ansiosamente pela sequência quase que certa), é uma excelente forma de entretenimento e traz um visual belíssimo, com cenas de ação muito bem coreografadas e arrepiantes sequências marítimas. Tudo isso projetado com um dos melhores efeitos 3D do ano - ainda melhor e mais épico em IMAX (se puder, assista no formato para não se arrepender futuramente). É um espetáculo visual, que merece ser visto.
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