Crítica 2D | RoboCop

Padilha dá conta do recado e faz um bom filme...

Título Original: RoboCop
Lançamento: 21 de fevereiro de 2014
Gênero: Ação, Ficção Científica.
Elenco: Joel Kinnaman, Michael Keaton, Gary Oldman, Abbie Cornish, Samuel L. Jackson, Jackie Earle Haley, Jay Baruchel.
Direção: José Padilha.
Nota:

Recriando o clássico de Paul Verhoeven (o qual decidi não comparar muito neste texto), no ano de 2028, o conglomerado multinacional OmniCorp é o centro da tecnologia robótica. Seus aviões teleguiados estão vencendo as guerras norte-americanas ao redor do mundo e agora eles querem levar essa tecnologia para casa. Alex Murphy (Joel Kinnaman) é um marido e pai amoroso, e um bom policial, fazendo o seu melhor para conter a onda de criminalidade e corrupção em Detroit. Após ser gravemente ferido em serviço, a OmniCorp utiliza a sua notável ciência robótica para salvar a vida de Alex. Ele retorna às ruas da sua amada cidade com incríveis novas habilidades, mas com questões que um homem comum nunca precisou enfrentar.

O roteiro é bem consistente e suas motivações têm bastante liberdade crítica à sociedade, se revelando uma ótima distopia cinematográfica. O elenco, liderado pelo ótimo e bem expressivo Joel Kinnaman, é um dos grandes destaques do filme. Abbie Cornish, que interpreta a esposa de Alex, está excelente e proporciona uma emoção impecável. Michael Keaton trabalha bem, mas não merece tanto destaque, pois faltou uma certa crueza em seu personagem. O papel de Samuel L. Jackson retrata uma sociedade alienada e o ator cumpre o que deveria em cena.

Padilha incluiu diversos aspectos de humanidade neste novo Robocop. Um dos detalhes mais presentes nas cenas, por exemplo, é a mão exposta de Alex, que mostra o homem que existe por trás de toda a tecnologia e máquina (a atual situação na qual o policial se tornou). A família também tem um papel fundamental na construção deste lado emocional e paternal do policial (interpretado muito bem por Kinnaman, que traz a carga emocional necessária para o papel). A crítica sobre um futuro consumista, assim como no clássico, funciona muito bem e mostra o poder corrupto de empresas sedentas por dinheiro e publicidade.

Trazendo o mesmo estilo de filmagem que se tornou marca de seu sucesso Tropa de Elite, as cenas de ação são muito bem elaboradas e quase nunca parecem irreais. Os efeitos sonoros, misturados com a competente direção de arte e efeitos especiais, proporcionam bons momentos frenéticos e pouco convencionais.

Reconstruindo uma das histórias mais clássicas do cinema, o Robocop de Padilha nunca substituirá a gloria do original (é claro), mas deve ganhar um espaço considerável no coração dos fãs e amantes de ficção científica, adrenalina e emoção, pois é um ótimo meio de entretenimento. O filme deve ser explorado na melhor sala de cinema possível (de preferência em IMAX).
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