Crítica 2D | A Menina que Roubava Livros

Uma história comovente que vai te prender do começo ao fim...

Título Original: The Book Thief
Lançamento: 31 de Janeiro de 2014
Gênero: drama.
Elenco: Sophie Nélisse, Greoffrey Rush, Emily Watson, Ben Schnetzer.
Direção: Brian Percival.
Nota:

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus vizinhos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade.

A adaptação de um dos maiores bestsellers literários tem seu diferencial: um enrede mais adulto e cheio de emoção. Usar a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo adicionou um tom mais histórico ao filme e possibilitou que algo ainda maior e mais profundo fosse mostrado na projeção.

Mesmo que muito bem colocado, o roteiro se perde em um emaranhado de fatos, que ocorrem em momentos alternados, que proporcionam uma certa confusão ao público. É possível que muitos fiquem perdidos com o que se vê em cena, mesmo que se emocionem. Talvez seja este o grande triunfo dos produtores: apresentar uma boa história que emocione, sem precisa se aprofundar mais no roteiro e sua cronologia - o que foi um tremendo erro, já que muitos ainda não tiveram a oportunidade de ler o livro (como eu) e, acredito eu, este deve tampar estes furos. A trama, mesmo que cheia de furos, te prende.

Apesar de tudo, o elenco é incrível - desde a atuação singela e carismática de Sophie Nelisse (que, aos 12 anos de idade, rouba a cena e merece grande destaque no futuro), até a grandiosidade dos veteranos Emily Watson e Geoffrey Rush. Todos estão muito bem entrosados e a direção de Percival, que orienta muito bem o elenco jovem, cria uma interatividade excelente.

A direção de fotografia, também, é de uma beleza inegável. Com tons bem claros de inverno e cenários muito bem construídos, viajamos para a Alemanha daquela época e nos sentimos privilegiados de presenciar o que se projeta na telona. O visual, junto aos figurinos, estão excelentes.

A Menina que Roubava Livros é, na maior parte, comovente e traz uma história tocante, mas poderia ter se tornado um grande clássico desta geração se fosse mais bem trabalhado, mas escolheu ficar na zona de conforto, se tornando apenas mais uma singela homenagem à literatura dramática. Os fãs de aventuras chorosas e desse tipo de literatura sairão muito satisfeitos dos cinemas. O filme cumpriu o que prometia: contar uma bela história e só isso já vale o ingresso.
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