Crítica | Thor - O Mundo Sombrio

Filme surpreende ao manter um equilíbrio perfeito entre ação, humor e aventura.

Título Original: Thor - The Dark World
Lançamento: 01 de novembro de 2013
Gênero: Ação, aventura.
Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins, Christopher Eccleston, Jaimie Alexander, Zachary Levi, Idris Elba, Stellan Skarsgård.
Direção: Alan Taylor.
Nota:

Segundo filme da segunda fase da Marvel nos cinemas (Homem de Ferro 3 foi ), Thor - O Mundo Sombrio consegue surpreender positivamente o espectador, que na certa, esperava algo parecido com o presenciado no primeiro filme, Thor. É neste ponto que o filme se sobressai.

Contando com uma produção ainda maior e mais expressiva, o filme se passa 2 anos após os acontecimentos em Os Vingadores - The Avengers e, enquanto Thor (Chris Hemsworth) liderava as últimas batalhas para conquistar a paz entre os Nove Reinos, o maldito elfo negro Malekith (Christopher Eccleston) acordava de um longo sono, sedento de vingança e louco para levar todos para a escuridão eterna. Alertado do perigo por Odin (Anthony Hopkins), o herói precisa contar com a ajuda dos companheiros Volstagg (Ray Stevenson), Sif (Jaimie Alexander), entre outros, e até de seu irmão, o traiçoeiro Loki (Tom Hiddleston), em um plano audacioso para salvar o universo do grande mal. Mas os caminhos de Thor e da amada Jane Foster (Natalie Portman) se cruzam novamente e, dessa vez, a vida dela está realmente em perigo.

Esta nova premissa permitiu que fosse mostrado muito mais de Asgard e seu povo, proporcionando ainda mais profundidade, não só no herói, mas também nos seus companheiros de batalha. Rico em detalhes, o reino é visualmente muito sofisticado e atraente com seus tons de dourado, luzes e cenários grandiosos. O filme, por si só, é um espetáculo visual, trazendo consigo uma bela sequência de funeral, uma ótima produção nos figurinos, armas e espaçonaves, e efeitos especiais de qualidade. Os efeitos tridimensionais, porém, estão muito abaixo do nível apresentado em Os Vingadores. A conversão só permitiu um campo de visão um pouco mais amplo, com uma profundidade mediana, apesar de ainda valer a pena pelo visual que ela enriquece.

Além do belo visual, é possível notar um equilíbrio perfeito entre a ação, o humor e o drama, mesclados com uma boa história. Para aqueles que gostam de cenas de luta bem coreografadas e explosivas, vai se surpreender com o que o longa tem à oferecer. Mesmo assim, a ação tem limites agradáveis e não beira ao exagero. Os momentos de humor, que muitas vezes aparecem de repente naturalmente, estão muito mais maduros do que os presentes na maioria das novas super-produções (até mesmo os de Os Vingadores) e arrancam sorrisos sempre que adicionados às cenas. O Loki de Tom Hiddleston (muito bem interpretado - destacando-se dos demais -, como de costume) permite boas gargalhadas, bem como momentos tensos e dramáticos. O destaque bem humorado vai, também, para os estagiários de Jane - Darcy (Kat Dennings) e Ian (Jonathan Howard). Mesmo sendo divertido e intenso (o que é bem mais adorado pelo público masculino), o filme consegue trazer tons dramáticos muito bem elaborados e precisos, além de romance mais aprofundado (é aí que o público feminino vai ao delírio). Tudo muito bem apurado com uma trilha sonora potente e cheia de emoção.

A experiência de Alan Taylor, o novo diretor, fez com que o filme se tornasse ainda mais incrível visualmente e muito bem produzido. Porém, alguns erros bem notáveis fazem a trama perder um pouco (bem pouco) da sua qualidade. Detalhes inexplicados, como o motivo pelo qual Jane foi transportada para o local exato de onde a poderosa arma maligna estava, mostram algumas falhas no roteiro e chegam a abusar da inteligência do espectador. Mesmo assim, a parte científica da trama é bem elaborada e se mostra inteligente ao explicar tudo o que se passa em tela - mais um ponto positivo.

Evidentemente superior a Thor (2011), Thor - O Mundo Sombrio proporciona bons momentos de diversão, com belas cenas de ação e dosagem perfeita de suas qualidades, que são várias. Trazendo um ar de alívio depois do que foi presenciado em Homem de Ferro 3, o longa é um ótimo preparo para o que vem por aí na 2ª fase da Marvel nos cinemas. Recomendado para todos os públicos.

Atenção! Não saia do cinema apé que todos os créditos sejam exibidos. Existem duas cenas extras (uma pré-créditos e outra pós-créditos) que vão te fazer suspirar - sim, uma delas remete a um dos próximos lançamentos do estúdio, Guardiões da Galáxia.
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