Crítica 2D | Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

Feito para todos os públicos que gostem de uma boa dose de aventura


Título Original: The Mortal Instruments: City of Bones
Lançamento: 21 de agosto de 2013
Gênero: Ação, Fantasia, Aventura, Romance.
Elenco: Lily Collins, Jamie Campbell Bower, Jonathan Rhys Meyers, Lena Headey, Kevin Zegers, Aidan Turner, Jared Herris.
Direção: Harald Zwart.
NOTA:

Adaptando a série literária de Cassandra Clare, Cidade dos Ossos narra a história de Clary Frey, que presencia um misterioso assassinato, sem saber o que fazer, pois os assassinos e a vítima não foram vistos por ninguém. Mas a sua situação complica, quando sua mãe desaparece sem deixar vestígios e Clary se vê em um mundo repleto de demônios, bruxos, vampiros, lobisomens e outras criaturas fantásticas. Para ajudá-la, Fray conta com Simon (Robert Sheehan), seu melhor amigo, e o caçador de demônios Jace Wayland (Jamie Campbell Bower), o qual ainda não sabe se pode mesmo confiar.

Este enredo parece não trazer nada de inovador, pelo simples fato de termos aqui um grupo de caçadores das sombras fazendo o seu trabalho. Mas a novidade de Os Instrumentos Mortais é que esse tema é abordado em um mundo totalmente diferente do que já vimos. Os caçadores das sombras são metade anjos, metade humanos. Eles possuem habilidades fantásticas, não são vistos por mundanos (pessoas normais) e trazem uma história de luta e relações familiares consigo. Infelizmente, esse mundo cheio de terror e figuras noturnas não é bem explorado e ficamos um pouco de fora do que realmente acontece nele.

O elenco esteve muito bem entrosado, reagindo de maneira positiva nas mais diversas situações de suspense, romance e aventura. Lily Collins parece ter melhorado muito de uns anos pra cá e neste longa chegou à outro nível. Por sua vez, Jamie Campbell Bower se mostra totalmente inexpressivo e sem o carisma que o personagem deveria realmente ter. Robert Sheehan merece grande destaque por sua atuação completa de emoção e a figura amigável que transmitiu durante toda a projeção.

Os efeitos especiais são de qualidade, mas pecam muitas vezes - alguns monstros parecem totalmente irreais. Os cenários, porém, foram muito bem construídos e tornam aquele mundo sombrio muito mais realista e único. Os tons obscuros utilizados na produção trazem um ar mais gótico ao filme, o que é bem interessante.

A trilha sonora foi muito bem executada em todas as cenas e traz algumas canções inéditas de grandes artistas da atualidade. As músicas instrumentais são bem produzidas e também nos transportam para o filme.

Repleto de defeitos, mas com algumas qualidades bem notáveis, Cidade dos Ossos não deve agradar apenas os fãs da série literária. O filme é divertido, tem cenas de ação muito bem coreografadas e traz algo novo às telas, que há muito tempo não se via nos cinemas... É provável que este seja mais um sucesso entre os adolescentes, o que não seria ruim, tendo em vista que o filme é muito mais sério do que algumas modinhas hollywoodianas e é tão bom quanto muitos blockbusters.

Alguns segredos foram guardados para as sequências e devem fazer desta franquia algo muito interessante. Não há como negar que só tende a melhorar.
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