Crítica 2D | O Cavaleiro Solitário

Filme não inova, mas proporciona diversão...

Título: O Cavaleiro Solitário
Lançamento: 12 de julho de 2013
Gênero: Ação, Aventura, Comédia.
Elenco: Johnny Depp, Armie Hammer, William Fichtner, Tom Wilkinson, Barry Pepper, James Badge Dale, Helena Bonham Carter e Ruth Wilson..
Nota: 3/5

Dando uma repaginada no conhecido "Cavaleiro Solitário", que estrou nas rádios em 1933 e ficou famoso quando apareceu na TV norte-americana em 1949, o filme segue Tonto (Johnny Deep), o guerreiro nativo americano que narra as histórias não contadas que transformaram John Reid (Armie Hammer), um homem da lei, em uma lenda da justiça, levando o público em uma acelerada viagem cheia de surpresas épicas e muito humor enquanto os dois improváveis heróis precisam aprender a trabalhar juntos e lutar contra a ganância e a corrupção.

Com um enredo assim, a gente até imagina que o filme não trará nada de novo. E isso se concretiza na metade da projeção. O longa é, praticamente, um western com elementos de comédia, que remete muito ao filme Bandidas, de 2006. A diferença neste, é que ao invés de trazer duas belas atrizes, temos um índio louco interpretado sem muita emoção por Johnny Depp e o desastrado e incrível Armie Hammer.

Sabe aqueles detalhes que aparecem na tela para, no futuro, revelar algo que dê uma reviravolta no enredo? Isso acontece muitas vezes ao decorrer do filme e faz o espectador simplesmente cansar. Perto do final, paramos de tentar interagir com o filme e o mesmo se torna um pouco enfadonho. O roteiro foi mal direcionado e não inova.

Apesar destes problemas, o longa diverte. É impossível não soltar algum sorriso durante as atuações cômicas de Hammer e Depp. Aliás, Hammer está fantástico, com uma atuação bem humorada, emoção na medida certa e muito carisma - este deve ter um futuro brilhante em Hollywood. Johnny Depp, porém, não se mostra muito à vontade no papel e apresenta as mesmas expressões já conhecidas em seu personagem Jack Sparrow, além de muitos outros. Uma pena...

Os efeitos especiais foram bem trabalhados, mas muitas vezes não convencem. O que não podemos culpar o orçamento do filme, pois uma equipe consegue trabalhar bem com $ 85 milhões de dólares de orçamento. A culpa pode ter sido da vontade de passar um filme mais simples e sem muitos elementos fantásticos.

O visual, porém, foi muito bem trabalhado, com cenários arenosos fantásticos e fotografia amplamente bem escolhida. As locações desérticas ficam muito bonitas na projeção e apresentam uma ótima profundidade no filme. Apesar do visual, o destaque fica para a incrível trilha sonora produzida pelo sempre ótimo Hans Zimmer. Trazendo clássicos (como o do próprio Cavaleiro Solitário) com uma modernização excelente, Zimmer embala as cenas de ação e nos deixa muito satisfeitos com o que vemos e ouvimos.

Afinal, O Cavaleiro Solitário, que traz a mesma equipe de Piratas do Caribe, não consegue repetir o feito da série de maior sucesso da empresa, nem inova na sua história. Johnny Depp também não é a maior atração do filme, que consegue destacar mais o seu parceiro Hammer. Mas com cenas de ação bem boladas e trilha sonora muito bem produzida, o filme diverte e proporciona momentos bacanas no cinema.
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