Crítica | Resident Evil 5: Retribuição

Filme se destaca na série ao estilo de épico global


Título: Resident Evil 5: Retribuição
Lançamento: 14 de setembro de 2012.
Gênero: Ação, Terror, Ficção Científica.
Elenco: Milla Jovovich, Michelle Rodriguez, Shawn Roberts, Sienna Guillory, Kevin Durand, Oded Fehr, Johann Urb e Colin Salmon.
Direção: Paul W.S. Anderson.
Nota: 4/5

Nesta quinta parte da franquia Resident Evil, Alice está de volta, agora sem seus poderes, e precisa de mais aliados para combater os monstros e armadilhas criados pela Umbrella Corporation. O longa ainda é diferente dos games, mas com muitas referências interessantes.

Resident Evil 5: Retribuição, de Paul W.S. Anderson, começa muito bem. Aquela mesma sensação de suspense e tensão, que também aconteceu com os créditos de abertura de Resident Evil 4: Recomeço, está muito mais interessante neste. A batalha do navio Arcadia, local onde o último filme termina, dura pouco, mas é bastante para deixar todos atentos para o filme, que começa com explosões e efeitos especiais deslumbrantes.

O visual, misturado com os grandes efeitos especiais, ficou incrível. Os cenários foram muito bem elaborados e recriam grandes cidades, como Moscou, Tóquio, Washington DC e Nova York, com grande estilo. O "mundo" recriado pelos produtores neste novo Resident Evil é de deixar o espectador de boca aberta. A tecnologia 3D mais um vez foi muito bem aproveitada por Anderson, que maneirou bastante no excessivo slow-motion presente no último filme.

Apesar de ainda ser um filme de ação, este volta às origens da saga e apresenta um terror de dar inúmeros sustos. A tensão é um dos principais complementos neste filme, que teve um esquema muito parecido com o de um videogame. Cada cenário é como se fosse uma fase do jogo. Bem legal!

O destaque para as atuações vai para Li Bingbing, que incorpora a personagem Ada Wong e dá um show na tela. Milla Jovovich está esplêndida como sempre e, além de interpretar uma versão "caseira" de sua personagem, que não decepciona, mostra uma Alice mais humana, mais frágil em batalha. Michelle Rodriguez leva o mérito de conseguir ressuscitar sua personagem, Rain - de Resident Evil: O Hóspede Maldito, em grande estilo, interpretando duas versões de si mesma. Johann Urb estréia na franquia, interpretando o icônico personagem dos games, Leon Kennedy, e faz isso muito bem. Sua voz e comportamento são muito parecidos com o personagem da Capcom, mas não impressiona na atuação fraca que fez. Sienna Guillory retorna como Jill Valentine, que deu as caras em Resident Evil: Apocalipse, mas agora é controlada pela Umbrella Corporation e detém a missão de capturar Alice e matar seus parceiros. Guillory faz bem seu papel no filme e, apesar de não se aprofundar muito nele, luta com muito naturalismo.

Uma das voltas mais importantes no filme, foi a da inteligência artificial chamada Red Queen. É ela quem controla este novo mundo, que é na verdade uma instalação de testes da empresa, e tenta interferir na fuga de Alice e Ada. Esse é mais um detalhe que pode-se comparar com um videogame.

O roteiro não é ruim. Não contém muitos furos no enredo, como os outros da franquia, e os diálogos estão muito mais inteligentes. Mas, não pode-se esperar uma história muito consistente, já que o filme é mais voltado ao público que ama o gênero da ação. E isso, Paul sabe fazer com maestria. O diretor também aplicou um pouco de humor à trama, que alivia alguns momentos de tensão.

A trilha sonora, mais uma vez composta pela dupla Tomandandy, embala e dá mais emoção às cenas de batalha do filme, que, aliás, são várias. O estilo mais arrojado e nem tão inovador das composições, tem batidas eletrônicas que funcionam muito bem no som potente de um cinema (ainda mais em IMAX). Os momentos de drama e tristeza, também aparecem com trilhas muito bem produzidas.

Considerando que Retribuição é, praticamente, o melhor da série até agora, podemos afirmar que os fãs da franquia não vai se decepcionar com a grandiosidade do filme, que marca o estilo mais épico. Os efeitos especiais e coreografias muito bem trabalhadas, funcionam muito bem no 3D. Este filme merece ser visto na tecnologia tridimensional, e se possível, em IMAX. Está reparado para sentir a retribuição?

Ps.: O final deixa um grande aponta para um sexto Resident Evil, que deve reunir os heróis na batalha contra os mortos-vivos que assolaram a Terra.
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2 comentários

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15 de setembro de 2012 00:06 ×

ótima crítica cara... mt boa msm, vi o filme hj e concordo completamente com vc!

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26 de outubro de 2012 14:00 ×

Só não concordei com sua opnião a respeito do roteiro, fora os fios soltos que o filme deixa, pois não explica muita coisa, só avança. Mas o resto ta ok ^^ 

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